Relato do conserto de uma caixa bluetooth Sony SRS-BTX300

As caixas de som Sony BTX300 e SRS-BTX500 são modelos de caixa bluetooth da Sony lançadas por volta de 2013/2014, e apesar da qualidade sonora delas não serem tão marcantes quanto os modelos mais recentes, ainda são capazes de animarem uma festa ou churrasco tranquilamente.

Porém infelizmente elas pifam, e a sony não dá mais manutenção para este modelo, e você acaba ficando com um (grande e pesado) peso de papel.

Um defeito comum desta série é a caixa não ligar mais, ou então acionar funções de maneira aleatória. Ao ser conectada no carregador o LED acende, mas nada muito além disso.

O defeito as vezes é simples e barato de se resolver : falha nas microchaves que acionam os botões. Varias destas chaves estão conectados em paralelo, e um curto ou mal contato nessas chaves faz com que o microprocessador da caixa não reconheça as funções, deixando-a aparentemente “morta”.

Isso ocorre pois cada botão possui um valor resistivo associado, e o processador reconhece este valor para acionamento da função. Uma chave em curto ou dando mal contato faz com que esse valor resistivo se altere, resultando em efeitos aleatórios.

Desmontar a caixa para testar as chaves é simples:

  • Remova a tampa traseira do compartimento de baterias. Os parafusos estão embaixo das tampas de borracha. Assim que remover a bateria, remova também 2 parafusos que estão por baixo da bateria.
  • Remova a grade frontal, ela é só encaixada e pode ser removida com uma espatula de plástico
  • Remova os 8 parafusos que prendem as tampas da lateral da caixa, e os 9 parafusos que prendem as 2 metades da caixa.
  • Com auxílio da espatula separe as 2 metades. Pode ser um pouco duro no começo pois existe um pouco de cola.

Teste as microchaves com multímetro. O valor das chaves sem ser pressionado deve ser infinito, e ao pressionar, o valor deve ser o mais próximo de zero. Em minha caixa, uma das chaves estava dando um valor em torno de 500ohms sem ser pressionada. Bastou substitui-la para o problema ser resolvido.

Muito cuidado com os fios durante a remontagem. Os fios devem ficar exatamente nos retalhos existentes, deixá-los fora pode acabar cortando os fios na hora de remontar a caixa.

Espero que tenham sucesso no reparo de sua caixa.

Obrigado!

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Verificando se um sd card, pendrive, mp3, etc é falsificado

Olá,

Uma falsificação muito comum é um pendrive ou mp3 player “fingir” ser de determinada capacidade, porém a capacidade real ser muito menos.

Como consequência, seus arquivos serão corrompidos e as vezes você notará isso tarde demais.

Um software muito efetivo e simples para verficar falsificações é o h2testsw, disponível no link abaixo:

https://www.heise.de/download/product/h2testw-50539

Este programa faz teste em drives USB, tais como pendrives e tocadores de mídia. Não requer instalação ou direitos de administrador. Se o dispositivo estiver integro, uma mensagem semelhante a essa será exibida:

Agora, se o pendrive for falsificado, uma mensagem semelhante a essa será exibida:

No caso do exemplo, um pendrive com 16Gb anunciados possuia na realidade apenas aproximadamente 4Gbs reais. É um pendrive falso, e infelizmente é uma falsificaçao comum. Esse mesmo tipo de falsificaçao é feito em cartões de memoria ou players de origem duvidosa.

Dispositivos com defeito também podem ser detectados por esse programa.

É um teste que recomendo para todos que compraram um novo pendrive antes de usá-lo, para evitar descobrir só depois de uns dias que alguns arquivos seus foram perdidos devido a essa falsificaçao tosca….

ATENÇAO! Esse software apenas verifica se a capacidade do pendrive ou afins tem realmente aquilo que é anunciado! Se o cartão ou pendrive também for falsificado mas tiver a capacidade correta, você terá que descobrir isso por outros meios, pois para esse soft vai estar tudo certo. Infelizmente esse tipo de falsificaçao é muito comum também. Porém esse soft pode ajudar a detectar falsificaçoes, pois geralmente os falsificados são muito mais lerdos que um original (veja em writing e read speed).

Dica de: http://www.hardware.com.br/comunidade/testando-pendrive/936036/

Driver Windows para Dongle Philips PTA-01

O Dongle Philips PTA-01, que acompanha algumas Smart TV Philips é basicamente um dongle USB com o chipset Atheros 9271. Com isso, com uma pequena edição no driver é possível utilizar este dongle no Windows sem nenhum problema.

Maiores detalhes sobre este chipset: https://wikidevi.com/wiki/Atheros_AR9271

Para baixar o arquivo, clique no link abaixo (altere a extensão para 7z e descompacte no 7zip):
philips pta01 driver windows.7z

Mini análise do amplificador automotivo Sony XM-SW3

Olá!

Neste post irei tentar fazer um mini review do amplificador automotivo Sony XM-SW3, que pipocou nas lojas magazine luiza na faixa dos R$150,00 nas últimas semanas, e compará-lo com o amplificador SoundDigital SD400.3, com características semelhantes e custando por volta dos R$250 reais no comércio.

O Sony XM-SW3 é um amplificador que utiliza a já famosa topologia classe AB, com saída usando também os já clássicos transistores Sanken 2SC5100 e 2SA1908. Ao meu ver este tipo de topologia clássico proporciona qualidade de áudio melhor do que sistemas usando topologia de classe D, que geralmente possui maior THD (distorção harmonica). O SD400.3D é um amplificador de classe D, mas não significa que ele automaticamente tem qualidade de áudio inferior ao Sony. Isso não pode ser generalizado, existindo circuitos e soluções com as mais diversas qualidades. Iremos comentar sobre isto mais adiante.

As saídas de áudio do XM-SW3 consistem em duas saídas amplificadas estéreos de 75W RMS cada, e uma saída para subwoofer com 200W RMS de potência e crossover fixo em 160Hz, um pouco elevado ao meu ver, mas podendo ser corrigido com corte no player, visto que o Sony possui entradas RCA independentes para stereo e subwoofer. Apesar de modestos, estas especificações atenderão bem qualquer sistema de entrada, e com um kit 2 vias de boa qualidade, esta potência serão mais que suficientes para uma audição confortável. O SD400.3D possui características semelhantes, com 100w RMS para o stereo, e 200W RMS para o canal de subwoofer. Essa diferença de 75W vs 100W na prática são imperceptíveis.

A falta de entradas do tipo “fio” no Sony pode ser um empecilho para sistemas onde o player não possui saídas de áudio RCA dedicadas. Neste ponto o SD400.3D toma vantagem, possuindo uma entrada Stereo RCA ou fio (o SD400.3D efetua internamente a separação do áudio para o canal do subwoofer, com crossover fixo em 80Hz, não sendo possível efetuar modificação em seus filtros HPF e LPF internos).

Aparentemente o circuito do Sony emprega componentes de boa qualidade, onde todos os capacitores eletrolítico são da japonesa Rubycon. Capacitores eletrolíticos geralmente sãos os primeiros componentes a pifarem no caso do circuito empregar componentes de baixa qualidade.

O Sony possui fonte de alimentação chaveada, consumindo nominalmente até 29A em potência máxima. Sua entrada de alimentação é protegida por um fusível de 40A. O SD400.3D informa em suas especificações um consumo máximo de 18A (sinal musical) até 36A (carga resistiva), e o fabricante pede o uso de um fusível de proteção de 40A também.

O SD400.3D possui uma ventoinha de ventilação relativamente barulhenta, e apesar da SD ter alterado alguns componentes nas últimas revisões dos amplificadores da série SD, ainda é possível notar interferência em rádios FM, principalmente ao utilizar antena interna. Sua principal vantagem frente ao Sony é o tamanho reduzido, podendo ser facilmente instalado em qualquer local do carro. O Sony possui um tamanho mais “clássico”, devendo ser instalado em local com boa ventilação, pois sua carcaça metálica serve de dissipador de calor para os transistores internos.

Qualidade de áudio é algo muito subjetivo, e dependente do restante do sistema. Usando-os em condições semelhantes, não é possível notar diferenças significativas. O sistema usado nos testes não pode ser considerado Hi-Fi, portanto a diferença pode se tornar mais evidentes em sistemas mais apurados.

Como conclusão, o XM-SW3 por seu baixo custo pode ser uma opção interessante. Não recomendaria o SD400.3D, principalmente por conta do seu custo mais elevado (R$150 x R$250), e interferências no FM.

Foto interna do XM-SW3:

P1000827

Até a próxima!

Recuperando dados do Icloud (fotos, contatos, etc), sem utilizar outro iDevice

Triste notícia: seu iPad, iPhone, etc foi perdido, roubado, quebrou, etc, e pra variar, você não tem como comprar outro no momento. Noticia boa: seu único backup estava salvo no iCloud. Como recuperar estes dados agora?

Provavelmente você pode notar que seus dados estão a salvo, mas inacessíveis, visto que você só irá conseguir restaurar o backup do iCloud em outro iDevice igual (ipad, iphone, etc), rodando uma versão de iOS igual ou superior.

E agora, preciso gastar um dinheirão comprando outro? Não, é possível restaurar os dados usando algum software de recuperação de dados. Temos vários disponíveis no mercado, um deles é este citado abaixo:

http://www.imobie.com/phonerescue/

Ele permite restaurar dados apagados diretamente do iPhone (e afins), do backup do iTunes ou do iCloud. Seu único defeito: custa 69 dólares, e sem pagar ele só permite verificar quais dados podem ser recuperados…

Infelizmente este detalhe é algo comum dentre outros vários disponíveis que permitem fazer este tipo de recuperação, seu custo relativamente elevado. Mas dependendo do nível de desespero é um investimento que vale, visto que você terá sua valiosa informação de volta.

O software é bem simples de se utilizar, apesar de ser em inglês: basta selecionar o tipo de recuperação desejada (do dispositivo, do itunes ou do icloud), selecionar a localização dos dados, o tipo de informação desejada (contatos, fotos, aplicativos, etc), e depois escolher o local onde os dados recuperados serão salvos.

Até a próxima!

Ativando a entrada Line-In do Cubieboard 2 (e provavelmente derivados)

Olá!  Seja bem vindo a primeira postagem do blog Cacareco Urbano, onde postarei dicas diversas,  geralmente relacionadas à tecnologia (e as vezes algum assunto ou outro aleatório). As postagens não seguirão uma regularidade definida,  servindo este blog mais como uma referência minha,  e que podem ajudar outras pessoas  também.

Como primeira dica,  irei mostrar como fazer funcionar a entrada Line-In do Cubieboard 2 (e talvez seus irmãos mais novos e velhos),  que é  algo que não vi bem documentado em lugar algum. Se você comprou um Cubieboard provavelmente é esperado que já tenha certa vivência em Linux,  mas irei tentar manter o texto o mais descomplicado possível.

Ao instalar alguma distribuição Linux qualquer no Cubieboard,  se você tentar usar a entrada Line-In disponível na placa,  você irá notar que ela não estará listada no alsamixer,  e  nenhum programa de gravação de áudio irá reconhecer o dispositivo.  Isso ocorre porque por padrão estas entradas estão desativadas nos arquivos de inicialização,  e com isso é necessário editar alguns arquivos para ativar este recurso.

Não custa  lembrar que iremos alterar arquivos de inicialização importantes,  e eventuais desastres podem fazer com que você tenha que reinstalar o sistema na NAND novamente,  esteja alertado! 

Iremos precisar alterar o arquivo de inicialização script.bin na NAND flash.  As instruções detalhadas estão aqui: http://docs.cubieboard.org/tutorials/common/edit_the_system_configuration

Parece complicado não?  Vou tentar simplificar o processo.

Primeiramente é necessário abrir um terminal, verificar se a conectividade de rede está OK, e instalar alguns pacotes antes (como root):

# apt-get install git make gcc libusb-1.0-0-dev pkg-config

Faça agora como manda o tutorial, instalando o sunxi-tools que permitirá editarmos o arquivo necessário nos próximos passos:

$ git clone git://github.com/linux-sunxi/sunxi-tools.git
$ cd sunxi-tools
$ make

Compilamos o sunxi-tools. Agora vamos montar a partição nanda, que contém o arquivo script.bin que iremos editar:

$ mkdir /mnt/flash
$ mount /dev/nanda /mnt/flash

Convertendo o arquivo script.bin para script.fex para editarmos:

$ chmod 777 /mnt/flash/script.bin
$ ./bin2fex /mnt/flash/script.bin > ./script.fex
$ vi script.fex

Localize neste arquivo a sessão [audio_para] e adicione as linhas ao final dessa parte:

[audio_para]
(deixe as coisas aqui como estão)
playback_used = 1
capture_used = 1

Salve o arquivo fex, e agora converta para bin novamente:

$ ./fex2bin script.fex > ./script.bin
$ cp ./script.bin /mnt/flash/
$ umount /mnt/flash

Ao final reinicie sua placa com o velho comando reboot. Após isso o Line-In já estará ativado e disponível para uso para seus aplicativos.  Lembrando novamente  que o plug P2 é um Line-In.  Não adianta plugar um microfone diretamente,  você precisará de um circuito para adequar os níveis de sinal.

Maiores detalhes sobre este arquivo de configuração que editamos podem ser encontradas no link a seguir:  http://linux-sunxi.org/Fex_Guide

Até a próxima!